Arte do canal

índice geral



Home / Vestibular

07/11/2009 - 05h55 - Atualizado em 10/02/2012 - 07h11

Livros obrigatórios do Vestibular 2012



As obras literárias contemplam quatro narrativas em prosa (três romances e um volume de contos), uma antologia poética e uma peça de teatro, descritas a seguir.

Auto da Barca do Inferno, escrita provavelmente em 1515 por Gil Vicente (c. 1465-1536), é uma das mais famosas peças do teatro medieval português, constituindo uma representação alegórica do destino das almas humanas assim que deixam seus corpos, marcada pelo tom cômico e farsesco.

Com Memórias de um sargento de milícias, romance publicado pela primeira vez em livro, nos anos de 1854 e 1855, Manuel Antonio de Almeida (1831-1861) antecipa as ironias da literatura realista, figurando a famosa “dialética da malandragem”, identificada por Antonio Candido, que irá gerar duas filiações notórias: Macunaíma, de Mário de Andrade, e Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade.

Publicada originalmente em 1955, a antologia 50 poemas escolhidos pelo autor, de Manuel Bandeira (1886-1968) retrata a gama variada de temas e formas que a poesia do autor abordou, mesclando os registros erótico, religioso, folclórico, infantil, culto e popular.

Com Laços de família, publicado originalmente em 1960, Clarice Lispector (1920-1977) dá ao conto brasileiro uma nova dimensão estilística, investigando um mundo em que a irrupção do insólito invade o cotidiano, transformando a vida banal de homens e mulheres de classe média ou mesmo de seres marginais.

Em Dois irmãos, publicado originalmente no ano 2000, Milton Hatoum (1952) investe na tradição do “romance da memória”, narrando a história de como se constroem as relações de identidade e diferença no âmbito familiar.

Os da minha rua (2007), do escritor angolano Ondjaki (1977) reúne 22 textos curtos que oscilam entre a crônica e o conto por meio dos quais o autor se lembra da infância e da adolescência vividas em Luanda nas décadas de 1980 e 1990. Trata-se de um exercício entre a biografia e a ficção, que alia o tom intimista a uma bem conduzida perspectiva histórica.