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09/12/2010 - 16h29 - Atualizado em 21/05/2013 - 15h50

Curso de Relações Públicas da Cásper ganha mais um Troféu Abertura no 31º Prêmio POP

Conheça um pouco mais sobre o Prêmio e o grupo vencedor

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Divulgação

O Projeto Experimental desenvolvido em 2009 para o cliente HP do Brasil pela agência experimental PB Comunicação recebeu o Troféu Abertura, a mais importante premiação acadêmica a graduandos de Relações Públicas, em nível nacional. A premiação é realizada pelos sistemas Conferp e Conrerp 2ª região SP/PR, como parte da premiação do tradicional Prêmio Opinião Pública, cujos reconhecimentos são concedidos por gabaritados profissionais de mercado.

Ex-alunos da Faculdade Cásper Líbero também participaram do evento na mesma categoria: Agência Lince, que realizou o projeto para a Kisabor, e Agência Ideato, com o projeto para a Fundação Abrinq.

Leia a seguir informações sobre o Prêmio e também entrevista com Keite Pacheco, uma das premiadas.

O Prêmio

O Prêmio Nacional de Relações Públicas foi criado pelo Conrerp 2ª Região – SP/PR em 1979, tendo sua primeira edição oficial no ano de 1980, então denominado “Prêmio Opinião Pública” – daí sua sigla “POP”, como é carinhosamente conhecido até hoje. O prêmio é o reconhecimento mais cobiçado conferido aos profissionais e empresas de Relações Públicas de todo o Brasil.

É uma iniciativa de caráter exclusivamente cultural e sem fins lucrativos, visando distinguir, periodicamente, os melhores trabalhos de Relações Públicas, desenvolvidos em benefício de empresas e de instituições privadas ou governamentais do Brasil.

Além dos prêmios para as melhores práticas profissionais de Relações Públicas, em oito categorias, o POP também reconhece e incentiva os jovens profissionais em sua transição da academia para o mercado com a iniciativa do Troféu Abertura.

O Troféu Abertura é a mais importante premiação acadêmica em nível nacional e é dado ao melhor trabalho de graduação entre os primeiros colocados da categoria Projetos Experimentais do Prêmio ABRP.  Em 2010, o grupo premiado foi a PB Comunicação, vencedor do Projeto Experimental do ano de 2009 da Faculdade Cásper Líbero, que desenvolveu o projeto para a HP do Brasil.

Entrevista com a Keite Pacheco de Carvalho, representante do grupo PB Comunicação:

Como foi desenvolver esse projeto?
Keite:
Desde o primeiro ano eu sempre me questionava como os grupos conseguiam aplicar todo o conhecimento adquirido em um projeto para um cliente real, com o desafio de trazer uma solução prática e viável, embasada em conceitos teóricos e metodologias.

Quando, no fim do terceiro ano, tomamos as primeiras decisões do Projeto Experimental (PEX), ainda existia certo medo no grupo. Foi no começo de 2009 que começamos a prospectar os clientes. Tínhamos uma lista de várias empresas, mas pouquíssimas nos deram retorno. Percebemos que o ano não seria fácil.

No começo do ano letivo, tínhamos duas opções. De um lado, um cliente pequeno, sem departamento de comunicação e com grandes possibilidades de explorar o relacionamento com seus públicos de interesse. Do outro, a HP do Brasil, a maior empresa de tecnologia do mundo, com diversas unidades de negócio, departamento de comunicação e marketing muito bem estruturados no Brasil e no exterior e agências de comunicação renomadas como fornecedores. Acho que foi esse ponto que determinou todas as outras decisões do grupo dali para frente.
Nós queríamos o desafio, o mais difícil. Por isso, escolhemos a HP.

Em todas as outras etapas do projeto, continuamos a buscar o caminho mais complexo. Com o apoio e direcionamento da nossa orientadora, a professora Else Lemos, buscamos metodologias e teorias bem atuais, que ainda não tinham sido exploradas por outros grupos nos anos anteriores. Pesquisamos o que estava sendo dito no mercado e na academia sobre reputação, imagem, sustentabilidade e responsabilidade socioambiental. Acho que o essencial para encarar o ano de PEX foi entender que ele não é uma receita de bolo. O grupo precisa estar disposto a encontrar as melhores soluções para o cliente.

Quais as maiores dificuldades encontradas?
Keite:
A fase de prospecção é muito difícil. Escutamos muito “não”, batemos em diversas portas, fizemos várias reuniões. Nessa etapa, além de argumentação, paciência e cordialidade, foi preciso sorte.

Para o nosso grupo, a etapa da Pesquisa também foi muito complicada. A HP tem perfis de público de relacionamento muito distintos. Tínhamos pouco tempo para decidir a metodologia a ser usada, várias possibilidades de público-alvo e isso acabou nos atrapalhando um pouco. Por fim, chegamos a uma solução para conhecer a percepção de parceiros sobre a imagem da HP do Brasil. Nossa outra pesquisa foi feita com profissionais da área de tecnologia, mas não alcançou a amostra desejada, por isso, não pudemos considerar os resultados para a elaboração do diagnóstico.

Como foi seu primeiro ano graduada em Relações Públicas?
Keite: As responsabilidades no trabalho aumentaram. É bom poder contribuir como profissional e deixar a imagem de estagiária para trás. Esse ano também me permitiu refletir um pouco sobre o curso de Relações Públicas e as possibilidades que tenho para o futuro. Confesso que a rotina da Faculdade faz falta.

Qual o sentimento do concorrer para três finais do prêmio da ABRP?
Keite:
Foi uma alegria muito grande para o grupo. Era um sonho que parecia muito distante, quase impossível. Nosso foco foi fazer um bom projeto. Acreditar, de verdade, em cada linha que estávamos escrevendo. Com a notícia dos prêmios, sentimos que fomos reconhecidas por todo o esforço que tivemos.

Como você se sente em receber a mais importante premiação acadêmica a graduandos de Relações Públicas, em nível nacional?
Keite:
Muitíssimo feliz. É uma honra e uma grande satisfação. Senti que cada minuto de 2009 tinha valido muito a pena. O grupo ficou extasiado com a notícia. Nosso sentimento foi de gratidão à nossa orientadora, professora Else Lemos, e à Faculdade, que nos proporcionou um curso de qualidade, com a estrutura e o embasamento necessários para uma carreira promissora.

Perfil

Versatilidade em RP

Agatha Faria, gerente de comunicação externa da Unilever, é prova viva de que o mercado da Comunicação está repleto de possibilidades para o futuro profissional. Caminhos diversos podem ser traçados dentro de uma mesma companhia. Em seu cargo atual, a profissional é responsável por cuidar da reputação da empresa perante a imprensa e a opinião pública. Contudo, ela passou por muitos outros setores até chegar a esse patamar.

Agatha entrou na multinacional no mesmo ano em que concluiu o curso de Relações Públicas, em 2001. Naquele período, ela trabalhou como estagiária em um departamento integrado de comunicação e tecnologia da informação (TI). Sua missão era a de “simplificar” a linguagem técnica utilizada pelos funcionários do setor, tornando-a mais acessível para os demais membros da companhia. A profissional se recorda que, por ser um trabalho estabelecido em toda a América Latina, necessitou utilizar línguas estrangeiras desde o início da carreira: “Eu precisei usar o inglês e espanhol logo que entrei. Então, é muito importante para o profissional da comunicação ter domínio de outro idioma, é algo que cada vez mais está sendo demandado”, afirma.

Após assumir outras funções no departamento de TI, Faria começou a trabalhar com a comunicação externa da Unilever, sendo responsável pelos eventos e pela assessoria de imprensa da área de alimentos e de sorvetes. Nessa época, entrou em contato com grandes marcas da companhia, como a Hellmans, a Kibon, a Knorr e a Arisco.

Em 2007, Agatha foi alçada para o cargo de gerente de comunicação interna da multinacional, realizando uma série de mudanças e implantando novos projetos. “Fizemos uma renovação de conteúdo, de layout da Intranet e do site corporativo, além de criarmos uma televisão corporativa. Foi muito interessante porque tive a oportunidade de usar tudo aquilo que aprendi de conteúdo estratégico, a parte de inovação”, relata.

Para ela, o mercado de Comunicação só tende a crescer nos próximos anos: “Tenho observado que o progresso das empresas em relação à comunicação tem sido gigante. Até pouco tempo, haviam empresas consideradas grandes, mas que ainda não tinham um negócio próprio de comunicação e hoje isso está mudando”. Além disso, a relações-públicas complementa que “ao conseguir bons resultados, você acaba mobilizando as lideranças para estimular o crescimento dos funcionários, já que isso demonstra que há coisas importantes a serem feitas.”

Agatha Faria enumera três elementos que ela considera essenciais para o futuro profissional de relações públicas. “Planejamento de rotinas para que os imprevistos não atinjam o seu trabalho; treinamento para você e todo seu time, para que cada vez mais consigam aprender sobre experiência de mercado; e, por fim, estabelecer networking e parcerias internas e externas: saber quem são os principais personagens do mercado fará toda a diferença para você e a sua empresa.”