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22/02/2010 - 16h03 - Atualizado em 08/09/2010 - 07h57

China protesta contra a censura imitando Google e YouTube



Reprodução

Batizados de Goojje e YouTubecn.com, os dois sites não só se aproximam visualmente como também seguem a mesma funcionalidade do Google e do Youtube, sendo que o Goojje também funciona como rede social.

Segundo a imprensa chinesa, o análogo do site de busca foi criado por estudantes universitários. Ainda assim, a ferramenta foi programada para filtrar o conteúdo pesquisado de acordo com a legislação chinesa. O governo chinês considera “delicados” termos que tenham a ver com assuntos como os protestos na Praça da Paz Celestial, em 1989, a independência do Tibete e o movimento Falun Gong.

O Goojje, além de possuir logotipo e layout semelhantes ao do Google, também traz frases de apoio ao site de pesquisa que vem enfrentando dificuldades com o governo chinês desde o dia 12 de janeiro, por conta de cibereataques e censura. Já o YouTubecn.com é abastecido de vídeos e conteúdos disponíveis no YouTube original, que é proibido no país.

Segundo o portal iMasters, ainda em janeiro, Xiao Qiang, especialista em internet chinesa da universidade de Berkeley, na Califórnia, afirmou em entrevista para o site The Huffington Post que estes sites dariam problemas aos autores “por conta do roubo de propriedade do Google e com as leis chinesas”.

No dia 9 de fevereiro, uma porta-voz do Google informou que a empresa pediu oficialmente ao Goojje para que deixasse de plagiar o logotipo da empresa. Apesar de o portal Último Segundo ter afirmado que o Goojje estava redirecionando os usuários para um novo endereço (http://dierqi.com), o site chinês continua online em http://www.goojje.com.

Com informações dos portais Estadão.com.br, iMasters e Último Segundo