Ao trazer à tona as imperfeições de Marilyn Monroe, Sete dias com Marilyn só aumenta o interesse do público em relação à estrela
Marilyn Monroe sempre esteve em alta. Considerada o principal sex symbol dos anos 20, a cantora-atriz-modelo inspirou exposições, peças de teatro e seriados de televisão, isso só nos últimos meses, quando se homenageou os 50 anos de sua morte.
Baseado nos livros The Prince, the Showgirl and Me e Minha Semana com Marilyn (Editora Seoman, 160 páginas, R$24,90), do escritor e cineasta britânico Colin Clark, o longa Sete dias com Marilyn (My Week with Marilyn, 2011) retrata a viagem de Marilyn à Londres, no meio da década de 1950, para as filmagens de O Príncipe Encantado.
A narrativa se desenvolve a partir da perspectiva do jovem Colin, interpretado por Eddie Redmayne, recém-saído da faculdade, em busca de uma carreira na indústria cinematográfica. O rapaz consegue seu primeiro emprego como diretor-assistente do filme que seria estrelado por Marilyn e Laurence Olivier, sendo esse último também o diretor do projeto.
A convivência faz com que logo os membros da equipe e do elenco percebam que Marilyn Monroe é muito mais problemática do que se tem notícia. A atriz mais desejada da época sofria com suas inúmeras inseguranças, com os problemas domésticos – na época estava em seu terceiro casamento, com o escritor Arthur Miller – e com a atenção excessiva e constante de todos que a cercavam. A forma com a qual a realidade de Monroe é retrata no filme faz com que o expectador se comova e tenha uma melhor percepção de como é a regência nos bastidores da fama.
Sete Dias com Marilyn conta também com um elenco estelar, com nomes como Judi Dench, Dominic Cooper e Emma Watson. No entanto, Michelle Williams e Kenneth Branagh, intérpretes de Marilyn Monroe e Laurence Olivier, é que roubam a cena. Williams traz o que há de mais humano em Marilyn para as telas, enquanto Branagh acerta em cheio na interpretação do egocêntrico, conservador e apaixonado sir Laurence Olivier.
Essa é a estreia da direção de Simon Curtis nas telonas. Mesmo acostumado com a direção voltada para a televisão, Curtis não decepciona ao retratar um dos episódios da vida da maior destruidora de corações da história.
O filme termina com a despedida entre Marilyn e Colin, sem que ele, assim como a expectador, esteja pronto para tal. Sete Dias com Marilyn deixa muito da história e da personalidade de Marilyn Monroe em aberto, o que ao invés de decepcionar o público, a torna ainda mais misteriosa e desejável.