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09/11/2011 - 17h21 - Atualizado em 19/06/2013 - 13h37

Projeto de digitalização da Fundação Cásper Líbero

Por Gustavo Nárlir

Iniciativa permitirá que todo o conteúdo dos discos e jornais do acervo possa ser conferido na internet

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Reprodução
LP de Lamartine Babo

Mais de duas mil encadernações, 500 mil fotos em papel ampliadas, cerca de 78 mil discos LP e 3 milhões de fotogramas. Esses são alguns números do acervo da Fundação Cásper Líbero, que poderá ser conferido pelo público nos próximos anos. Até o final de 2011, o projeto de digitalização começará a ser executado por uma equipe técnica durante  quatro fases, que serão divididas de acordo com o material, como os discos da Rádio Gazeta e os jornais impressos A Gazeta e A Gazeta Esportiva.

Veja amostra de discos e jornais digitalizados

De acordo com Luiz Casimiro, coordenador de imagem da agência Gazeta Press e um dos responsáveis pela iniciativa, haverá uma empresa responsável pelo trabalho de manusear os originais e passar para a plataforma digital, outra para fazer o restauro e a higienização do material e mais um órgão que fará o trabalho de assessoria. Além da importância cultural, existe um patrimônio histórico dentro das páginas  dos jornais e das faixas dos discos. O acervo tem exemplares desde a década de 1920, com informações diárias sobre episódios políticos nacionais e internacionais, como a cobertura de A Gazeta da Segunda Guerra Mundial.

Com o objetivo de auxiliar a busca por palavras ou verbetes específicos, a leitura digital será feita em OCR (Optical Character Recognition), que permite o reconhecimento dos caracteres presentes dentro da imagem em formato de texto. A ferramenta, que vem sendo utilizada cada vez  mais nos últimos anos, apresenta uma média de 98% de acertos em suas buscas. E é justamente por causa dessas facilidades tecnológicas que o trabalho de digitalização poderá ser iniciado. “Se nós fôssemos digitalizar três anos atrás os 20 mil discos de 78 rotações, iríamos demorar de dois a três anos neste trabalho. Hoje, com a evolução tecnológica podemos realizar isso em nove meses”, argumenta Márcio de Paula, coordenador da discoteca da Rádio Gazeta.

Vale lembrar que a Fundação Cásper Líbero também é detentora da maior discoteca do Brasil, que contempla raridades como gravações da década de 1920 que foram transpostas para discos de acetato e os primeiros registros dos mais importantes intérpretes da música brasileira. Ao conferir o acervo, pode ser encontrado o primeiro compacto de Inezita Barroso, intitulado Estatutos da Gafieira, ou ainda todos os discos de cantores populares como Roberto Carlos, Cauby Peixoto e Nelson Gonçalves.

A digitalização do acervo fonográfico será diferente dos jornais e permitirá que os pesquisadores possam conferir informações e faixas de áudio completas na
internet. “Serão criadas estações nos departamentos para trabalhar com a mídia física em um processo de limpeza e reprodução do conteúdo”, diz Márcio de Paula. Ele ressalta que a memória fonográfica no Brasil está perdida e, por isso a digitalização é importante para que haja uma preservação dos discos.

Todo o conteúdo digitalizado será incorporado a uma página exclusiva que será
administrada em parceria com o setor de TI (Tecnologia da Informação) da Fundação. Os dados prévios sobre o Acervo Cásper Líbero já podem, inclusive, ser acessados por meio do link http://www.acervogazeta.com.br/, na home do portal da Faculdade (http://www.casperlibero.edu.br/).