Arte do canal

índice geral



Home / Cultura Geral / Filmes

05/03/2010 - 10h22 - Atualizado em 07/02/2012 - 22h13

Coração Louco coloca Jeff Bridges em evidência novamente

Por Ayana Trad, aluna do 2º ano de Jornalismo

Filme recebe três indicações na 82ª edição do Oscar

Compartilhe:


Reprodução
Os atores Jeff Bridges e Maggie
Gyllenhaal

Baseado no romance homônimo de Thomas Coob, “Coração Louco” conta a trajetória do fracassado cantor de música country, Bad Blake (Jeff Bridges), que busca redenção pelo amor aos 57 anos. Preso a uma vida de quase fama, conduzida com caos, irresponsabilidade e excesso de bebida, Blake conhece na cidade de Santa Fé a jornalista Jean Craddock (Maggie Gyllenhaal) por quem se apaixona. Na tentativa de manter a amada, o anti-herói se depara com limitações e erros do passado que o levam a maturidade.

Solteira, frágil e arrependida, Jean se envolve com Blake e o confia o bem mais precioso para uma mãe: seu filho. Ele se aproxima da criança e descobre o que perdeu na criação de seu próprio ‘rebento’.

Cantor country bem sucedido que teve o protagonista como mentor, Tommy Sweet (Colin Farrell) é a pessoa que mais incomoda Blake, por ser a constante lembrança da falta de sucesso dele.

As escolhas feitas por Bad o tornaram um homem solitário. Conta somente com a ajuda do empresário e melhor amigo, o dono de bar Wayne Kramer (Robert Duvall), pois não tem nenhum familiar em quem se apoiar.

O filme causa impacto pela presente ironia e humor cru. O protagonista vivencia temas decorrentes da contemporaneidade, o que ajuda o espectador a se identificar com o longa, aproximando o Oeste norte americano às diferentes nacionalidades.

A trilha sonora escolhida pelo produtor T. Bone Burnett é embalada por country rock e traduz a parte romântica, necessitada e semitrágica do protagonista. Muitas das canções foram escritas ou repensadas por Burnett com ajuda de Stephen Bruton, falecido cantor e compositor. Como a história gira ao redor dos temas produzidos por Blake, pode-se atribuir a importância da narrativa à escolha musical.

Seguindo os moldes de Hollywood, na qual o amor tudo salva, a obra parece agradar ao público e à Academia, pois recebeu três indicações ao Oscar (melhor ator, melhor atriz coadjuvante e melhor canção).

O longa pode ser considerado um perfeito símbolo da produção de filmes hollywoodiana porque é focado no entretenimento. Seu conteúdo é envolvente, não obstante, pouco denso. No final ninguém sai arrependido. Para quem gosta de filmes pelo simples prazer de assistir e se distrair, “Coração Louco” é uma boa opção.



Comentários Comentários Postados
Comentários Envie o seu comentário

Caro leitor, esse espaço foi criado para que você opine e discuta a matéria que acabou de ler

Cada comentário comporta no máximo 600 caracteres.

Os comentários devem se ater ao texto publicado.

Mensagens ofensivas, provocativas ou que contenham palavras de baixo calão serã excluídas.

restam caracteres.